Alesp debate liberação da venda de bebidas alcoólicas em estádios de São Paulo


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Imagem: Alesp debate liberação da venda de bebidas alcoólicas em estádios de São Paulo. Publicado no Portal A+ | notícias de Arujá e região.

A Comissão de Assuntos Desportivos (CAD) da Assembleia Legislativa de São Paulo realizou, ontem (29), uma audiência pública para discutir o Projeto de Lei 1599/2023, que trata da autorização, comercialização e consumo de bebidas alcoólicas em estádios e arenas esportivas do estado. O encontro reuniu parlamentares, autoridades do esporte e representantes de clubes de futebol.

O presidente da CAD, deputado Danilo Campetti (Republicanos), destacou que o objetivo é assegurar que qualquer decisão leve em conta o bem-estar dos torcedores. “Precisamos aliar segurança, lazer e saúde. Vamos ouvir entidades e federações para chegar a um denominador comum. O argumento mais favorável que temos ouvido é a complementação da renda, principalmente dos clubes menores”, afirmou.

Relator da proposta, o deputado Felipe Franco (União) disse apoiar a medida, desde que haja controle rígido sobre a quantidade consumida por pessoa. Segundo ele, os próprios clubes seriam responsáveis pela fiscalização, com limite por CPF.

Na contramão, a deputada Carla Morando (PSDB) alertou para o risco de aumento da violência nos estádios. Ela lembrou que a proibição, em vigor desde 1996, reduziu significativamente as ocorrências em eventos esportivos. “Não concordo com a liberação. Para mim, a venda do lado de fora já deveria ser regulada e diminuída”, disse.

Posicionamento de autoridades

O presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro, defendeu a liberação como forma de alinhar o futebol brasileiro a padrões internacionais. “Hoje, os estádios são modernos e possuem tecnologia de monitoramento. Assim como em outros lugares do mundo, queremos que o torcedor aproveite o dia de futebol completo, o que inclui consumir bebida dentro da arena”, declarou.

O secretário executivo da Secretaria de Esportes e Lazer do Estado, Coronel Lemos, afirmou que a proposta está em sintonia com o trabalho já feito pelo governo, que envolve órgãos de esporte e segurança pública. Ele sugeriu manter a proibição nos campeonatos de base, voltados a atletas menores de 18 anos.

Visão dos clubes

Representantes dos principais clubes paulistas também participaram do debate. O advogado da Sociedade Esportiva Palmeiras, André Sica, afirmou que a venda dentro das arenas poderia reduzir a violência nos arredores, já que haveria maior controle. No mesmo sentido, o assessor jurídico do Santos FC, David Figueiredo, defendeu a aprovação como questão de monitoramento e conscientização.

O diretor de marketing do Corinthians, Vinicius Azevedo, reforçou que os clubes têm ferramentas para controlar o consumo e a movimentação dos torcedores dentro dos estádios. Já o conselheiro jurídico do São Paulo FC, Wagner Ripper, comparou a situação paulista com a de outros estados que já liberaram a venda, como o Rio de Janeiro.

Do Interior, o presidente do XV de Piracicaba, Matheus Bonassi, apontou a necessidade de novas fontes de receita para clubes menores. “Restrições comerciais não são benéficas. O que precisamos é de orientação para que o consumo não exceda os limites”, concluiu.

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