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O número de estabelecimentos interditados durante fiscalizações contra a venda de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol subiu nesta quarta-feira (1º/10) e já soma seis interdições no estado de São Paulo. Segundo o governo estadual, os locais foram fechados cautelarmente pelas Vigilâncias Sanitárias Estadual e Municipal.
Quatro dos comércios estão na capital, nos bairros da Bela Vista, Itaim Bibi, Jardins e Mooca. Outros dois foram interditados na Grande São Paulo, nas cidades de São Bernardo do Campo e Barueri.
As ações são realizadas em conjunto pelas secretarias estaduais da Saúde, Segurança Pública, Fazenda e Justiça. Até agora, mais de 50 mil garrafas foram apreendidas em todo o estado neste ano. Além disso, um grande lote de 128 mil garrafas de vodca foi lacrado em Barueri nesta quarta-feira e aguarda apresentação de documentação para liberação.
Ontem (30), o Sindicato dos Clubes do Estado de São Paulo (SindiClubesSP) recomendou a suspensão preventiva da venda de bebidas destiladas em todos os clubes associados. A medida, segundo a entidade, busca proteger consumidores e preservar a imagem das instituições, “até que haja maior clareza sobre a origem deste problema e a definição de medidas seguras para sua resolução”.
Na região do Alto Tietê, autoridades e clubes também se mobilizam diante do risco de intoxicação por metanol. O prefeito de Itaquaquecetuba, Eduardo Boigues, fez um alerta nas redes sociais pedindo cautela à população: “Dá uma segurada… bebidas alcoólicas destiladas e drinks podem estar contaminados”, escreveu.
Em Mogi das Cruzes, o Clube de Campo anunciou a suspensão da venda de bebidas destiladas dentro de suas dependências. A decisão foi comunicada na noite de terça-feira (30), em cumprimento à recomendação do SindiClubesSP.
“Diante dos recentes e preocupantes acontecimentos envolvendo a comercialização de bebidas adulteradas, torna-se imprescindível que tomemos medidas imediatas para a segurança e saúde das famílias do CCMC”, informou a entidade em nota oficial. Segundo o clube, a suspensão segue válida até que haja esclarecimento sobre a origem do problema e definição de ações seguras para o consumo.