Postado em .
Segundo a polícia, as duas armas de fogo apreendidas durante a perícia no homicídio ocorrido na última quarta-feira (24), véspera de Natal, em Arujá, não foram utilizadas no crime. As pistolas, ambas pertencentes à Guarda Civil Municipal de Mogi das Cruzes, não apresentavam munições deflagradas e estavam em posse da vítima e de sua companheira. Esse fato, de acordo com a investigação, descarta a possibilidade de uma troca de tiros entre os envolvidos no homicídio que vitimou o guarda civil municipal Nelson Caetano de Lima Neto, de 37 anos.
Ainda de acordo com a polícia, uma das pistolas, registrada em nome de Juliana Simão Gomes, de 39 anos, foi localizada dentro do veículo dela. A segunda, de propriedade do próprio Nelson, estava em sua cintura no momento em que o corpo foi encontrado. Ambas foram apreendidas para análise técnica e, conforme o laudo preliminar, não apresentaram sinais de disparos.
Nelson foi assassinado com cerca de dez tiros à queima-roupa e morreu no local. As armas apreendidas pertencem a Juliana, ex-companheira de Uelton de Souza Almeida, de 40 anos, então secretário-adjunto de Segurança de Arujá. Juliana também é guarda civil municipal e atuava na mesma unidade em que a vítima trabalhava. Ela e Nelson mantinham um relacionamento.
Uelton foi exonerado do cargo após ser apontado como principal suspeito do homicídio, que passou a ser investigado como homicídio qualificado. Desde então, ele é considerado foragido pelas autoridades.
Quando equipes da Guarda Civil Municipal chegaram ao local do crime, encontraram Juliana em estado de choque. Conforme o registro policial, ela informou que estava na cozinha quando ouviu os disparos, que teriam ocorrido de forma repentina. À polícia, Juliana relatou que os tiros teriam sido efetuados pelo próprio Uelton. Nelson foi atingido, caiu no local e teve a morte constatada instantes depois.
A Polícia Civil segue investigando o caso, com a análise de provas técnicas e a oitiva de testemunhas, para esclarecer completamente a dinâmica do crime.