Escassez hídrica: Alto Tietê opera com 21,4% nesta quarta (14) e fica bem abaixo do volume registrado no início de 2025


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Imagem: Escassez hídrica: Alto Tietê opera com 21,4% nesta quarta (14) e fica bem abaixo do volume registrado no início de 2025. Publicado no Portal A+ | notícias de Arujá e região.

A situação de escassez hídrica decretada pelo Governo do Estado de São Paulo em 23 de setembro de 2025 para a Bacia Hidrográfica do Alto Tietê continua válida e mantém o sistema em estado permanente de alerta. Passados meses da deliberação da SP Águas, os níveis atuais dos reservatórios mostram que o cenário permanece crítico, exigindo atenção redobrada da população e das autoridades.

De acordo com dados atualizados do Portal dos Mananciais da Sabesp, nesta quarta-feira (14) o volume armazenado no Sistema Produtor Alto Tietê (SPAT), formado pelas represas que abastecem a região, é de apenas 21,4% do volume útil. O índice é inferior ao registrado na data em que a escassez foi decretada, quando o sistema operava com 25,7%.

O comparativo histórico reforça a gravidade da situação. Em 14 de janeiro de 2025, mesmo operando abaixo do ideal, o Alto Tietê apresentava 40,9% de volume útil, praticamente o dobro do percentual atual. A queda expressiva evidencia o impacto da irregularidade das chuvas, do aumento do consumo e dos efeitos do calor extremo sobre os mananciais.

Na ocasião do decreto estadual, a porção paulista da Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba, responsável pelo abastecimento do Sistema Cantareira, operava com 29,4%. Atualmente, o Cantareira também se aproxima de níveis críticos, com volumes em torno de 19%, enquanto o Sistema Integrado Metropolitano (SIM) registra cerca de 27% de armazenamento.

Diante desse cenário, o Governo do Estado mantém o regime de prevenção e contingência, autorizado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), com base em estudos técnicos elaborados pela SP Águas. Entre as principais medidas está a gestão da demanda no período noturno, com redução controlada da distribuição de água por até 10 horas, das 19h às 5h.

Segundo dados oficiais, as ações adotadas resultam em uma economia diária equivalente a mais de 1,2 milhão de caixas-d’água de 500 litros, o que corresponde a cerca de 50,4 mil caixas por hora. A produção de água também precisou ser ampliada em aproximadamente 9%, passando de 66 m³/s para 72 m³/s, para atender a uma demanda considerada acima do normal.

As medidas e os impactos da escassez são acompanhados pelo Comitê Gestor da Política Estadual de Mudanças Climáticas, coordenado pelas secretarias de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e de Defesa Civil, com participação da Arsesp, SP Águas, Sabesp e da Unidade Regional de Abastecimento de Água (URAE-1), no âmbito do programa São Paulo Sempre Alerta.

Com os principais sistemas produtores do estado operando próximos de 20% da capacidade, especialistas alertam que a situação exige consumo consciente e monitoramento constante. O quadro atual mostra que, mesmo meses após o decreto, a crise hídrica permanece como uma realidade concreta para milhões de moradores da Região Metropolitana de São Paulo.

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