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O cenário político e administrativo de Arujá atingiu um novo estágio de tensão na noite da última sexta-feira (27). Em assembleia geral realizada na sede do SINDISMAR (Sindicato dos Servidores Municipais de Arujá e Região), a maioria dos trabalhadores presentes decidiu rejeitar a contraproposta final apresentada pela gestão do prefeito Luís Camargo (PSD). Com a decisão, a categoria oficializou o estado de greve, com início previsto para a próxima quinta-feira, dia 5 de março.
O QUE DIZ O SINDICATO
Segundo nota oficial emitida pelo SINDISMAR, a rejeição ocorreu após um amplo debate onde os servidores avaliaram que a oferta do Executivo não atende às demandas centrais da classe. O sindicato enfatiza que a mobilização ultrapassa a pauta salarial, focando em condições dignas de trabalho e na valorização profissional.
“A contraproposta apresentada não contempla avanços concretos que garantam a recomposição adequada das perdas acumuladas nem assegura melhorias efetivas na estrutura dos serviços públicos”, afirmou a entidade, ressaltando que a greve seguirá todos os trâmites legais.
PREFEITO DEFENDE A RESPONSABILIDADE FISCAL
De forma quase simultânea, o prefeito Luís Camargo utilizou suas redes sociais para prestar contas à população e expor a cronologia das negociações. Segundo o prefeito, a administração municipal apresentou três propostas progressivas ao longo do mês de fevereiro, culminando em um pacote que incluía:
Reajuste salarial de 8%: detalhado como 4,30% de IPCA + 1,70% de aumento real + 2% de anuênio;
Aumento nos benefícios: Vale-Alimentação (VA) de R$ 650 e Vale-Refeição (VR) de R$ 350;
Avanços na carreira: Finalização do Plano de Cargos e Carreiras (elaborado pelo IBAM), gratificação para comissões internas e aumento para 4 faltas abonadas.
Camargo classificou o movimento grevista como uma decisão de uma “pequena parcela” e fez um apelo aos profissionais das áreas essenciais, como Saúde, Educação e Segurança. “Greve deve ser o último recurso, nunca o primeiro”, declarou o gestor, reiterando que a prefeitura permanece aberta ao diálogo, mas dentro dos limites da lei.
O Portal A+ segue acompanhando o caso.