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Uma operação conjunta entre a Vigilância Sanitária, a Guarda Civil Municipal (GCM) e a Polícia Civil resultou na interdição imediata de uma comunidade terapêutica clandestina na Avenida Pedroso de Morais, no Parque Cerejeiras, nesta terça-feira (10/03). A ação foi motivada por denúncias feitas à Ouvidoria Municipal.
No momento da fiscalização, os agentes encontraram dez pessoas acolhidas, entre dependentes químicos e pessoas em situação de rua. A prefeitura iniciou o acompanhamento para o retorno dessas pessoas às suas famílias, processo que deve ser finalizado até o fim da semana.
A vistoria técnica revelou um cenário de alto risco à saúde e segurança. Foram apreendidos 170 quilos de alimentos fora do prazo de validade e em mau estado de conservação, além de medicamentos administrados sem prescrição profissional.
A estrutura física do imóvel era precária, apresentando: Fiação elétrica exposta com risco de curto-circuito; Grave infiltração no teto e goteiras; Acúmulo de água no chão, caracterizando ambiente insalubre.
Além das falhas físicas, o estabelecimento não possuía nenhum tipo de regularização. Faltavam o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), licença sanitária, responsável técnico e equipe formalmente constituída.
“Encontramos uma série de irregularidades que colocavam em risco a integridade dos residentes. Não havia outra medida possível senão a interdição imediata”, afirmou Carmen Lucia Lorente, diretora da Vigilância Sanitária de Suzano. O secretário de Saúde, William Harada, reforçou que a integração entre as forças de segurança e saúde foi essencial para garantir um atendimento digno aos vulneráveis que ali estavam.
Esta é a segunda grande interdição de 2026. Em janeiro, outra unidade irregular foi fechada no Jardim Brasil, em Palmeiras.
A Prefeitura de Suzano orienta a população a denunciar irregularidades em clínicas ou estabelecimentos de acolhimento pelo telefone 0800-774-2007 ou pelo e-mail ouvidoria@suzano.sp.gov.br.