Arujá multa consórcio de lixo em R$ 107 mil após onda de reclamações; empresa integrante opera na cidade desde 2020


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Imagem: Arujá multa consórcio de lixo em R$ 107 mil após onda de reclamações; empresa integrante opera na cidade desde 2020. Publicado no Portal A+ | notícias de Arujá e região.

O acúmulo de lixo nas calçadas de vários bairros de Arujá gerou uma multa de R$ 107.138,38 ao Consórcio Serviço Integrado Nova Arujá, responsável pela limpeza urbana. A sanção foi anunciada pela Prefeitura de Arujá, via assessoria de imprensa, na quarta-feira (18/03), após uma série de queixas de moradores que relatam a interrupção prática do serviço em diversos pontos da cidade.

Diferente do que afirma a administração municipal em release oficial, de que a coleta estaria “ocorrendo normalmente” com apenas “falhas pontuais”, o cenário descrito pela população é de abandono. Maria do Carmo, moradora da Vila Pilar, procurou o Portal A+ para denunciar que o caminhão não tem passado em sua rua. Com o lixo acumulado e a falta de coleta, os sacos acabam rasgados e os resíduos espalhados por animais de rua.

Contrato milionário

Em pesquisa ao CNPJ da empresa, a reportagem do Portal A+ verificou que o Consórcio Serviço Integrado Nova Arujá foi formado recentemente, em setembro de 2025, e assinou um contrato de R$ 21.427.677,24 por 12 meses com a administração municipal em outubro do ano passado.

O consórcio é composto pelas empresas Empati Empreendimentos e Electra Serviços de Infraestrutura Urbana. Vale destacar que a Electra não é nova na cidade: de acordo com o Portal da Transparência, a empresa já opera o serviço de limpeza em Arujá desde 2020. Mesmo com essa experiência de quatro anos no município, a prefeitura informou que a concessionária tem enfrentado dificuldades operacionais para o descarte dos resíduos no aterro sanitário Anaconda, o que acaba impactando a execução plena do serviço nos bairros.

Histórico de notificações

No comunicado enviado à imprensa, a prefeitura afirma que o consórcio já havia sido notificado formalmente em novembro e dezembro de 2025, além de ter recebido uma advertência em fevereiro deste ano. O texto oficial diz ainda que uma vistoria realizada nesta quarta-feira constatou a persistência das falhas e o acúmulo de resíduos orgânicos.

“O descumprimento total ou parcial do contrato, de forma reiterada, fere o direito do cidadão a uma cidade limpa e segura”, reforçou a prefeitura no ofício. O consórcio foi notificado e tem o prazo de cinco dias úteis para apresentar defesa. Caso o serviço não seja normalizado, a empresa permanece sujeita a novas sanções administrativas e multas adicionais.

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