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O cenário político para as próximas eleições ao Senado em São Paulo acaba de ganhar novos e complexos capítulos. Com o grupo liderado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em meio a um impasse sobre quem ocupará as vagas na chapa majoritária, as articulações de bastidores se intensificaram nesta semana, envolvendo nomes de peso e viagens internacionais.
O centro das atenções é André do Prado (PL), atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Segundo o portal Metrópoles, Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, e o próprio Prado estão com viagem marcada para os Estados Unidos no próximo dia 19. O objetivo? Uma reunião estratégica com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL).
A missão é clara: convencer Eduardo a declarar apoio formal à candidatura de Prado. Vale lembrar que o filho do ex-presidente era o favorito absoluto para a vaga, mas teve sua candidatura inviabilizada após tornar-se alvo do Supremo Tribunal Federal (STF) devido a investigações sobre sua atuação no chamado “autoexílio”.
Derrite
Enquanto Prado tenta se viabilizar, o nome do deputado federal, Guilherme Derrite (PP), aparece como uma das figuras mais consolidadas na chapa. No entanto, sua posição não é inabalável.
Interlocutores próximos a Tarcísio e ao clã Bolsonaro sugerem que, caso Derrite não apresente um desempenho sólido nas pesquisas de intenção de voto, o PP pode recuar e lançá-lo apenas à reeleição como deputado.
Apesar do trânsito no “Centrão”, Derrite ainda enfrenta desconfianças pontuais dentro do núcleo duro do governo.
Salles
Outro nome que mantém sua pré-candidatura acesa é o de Ricardo Salles (Novo). Embora conte com a simpatia pessoal de Tarcísio de Freitas e forte apelo junto ao eleitorado bolsonarista raiz, Salles ainda é visto como um “corpo estranho” no atual arco oficial de alianças, o que dificulta sua inclusão formal na chapa majoritária.
A movimentação em torno de André do Prado é vista por aliados como uma forma de Tarcísio retribuir a lealdade do deputado na Alesp. Segundo o jornal Metrópoles, a candidatura ao Senado seria uma espécie de “prêmio de consolação”, já que o plano inicial do PL era indicar Prado como vice na chapa de Tarcísio, plano este frustrado pela decisão do governador de manter o atual vice, Felício Ramuth, no posto.
Com duas vagas em disputa para o Senado nesta eleição, o tabuleiro paulista segue em ebulição, restando saber se a benção da família Bolsonaro atravessará o oceano para selar o destino de André do Prado.