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O Governo de São Paulo avançou nas etapas de recuperação ambiental da Bacia do Alto Tietê com a restauração de quase 60 hectares de áreas degradadas. Integrada ao programa estadual de proteção de recursos hídricos, a iniciativa abrange frentes de trabalho estratégicas nos municípios de Guarulhos, Salesópolis e na capital paulista.
Até o momento, a operação já contabiliza o plantio de 73.264 mudas de espécies nativas. O cronograma do contrato prevê alcançar a meta de 75 mil árvores inseridas ao longo de 42 meses de execução contínua — uma área verde equivalente a 59 campos de futebol.
Coordenado pela Agência de Águas de São Paulo (SP Águas), órgão vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), o projeto recebe um investimento total de R$ 5,1 milhões. O aporte financeiro custeia desde o isolamento preventivo das áreas e o controle de pragas até a irrigação periódica do solo.
Para acelerar a recomposição da biodiversidade regional, as equipes técnicas combinam duas frentes metodológicas:
A secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, inspecionou um dos canteiros de reflorestamento em Guarulhos.
“O IntegraTietê demonstra que proteger os recursos hídricos começa pela recuperação da vegetação nativa. Estamos restaurando áreas estratégicas para a produção de água”, destacou a secretária.
O maior volume de mudas está concentrado em Salesópolis, berço do Rio Tietê, onde os técnicos realizam o plantio de mais de 28 mil mudas em um bloco de 22 hectares. As ações na região estendem-se pelo entorno da Barragem de Ponte Nova e pelo Parque Ecológico do Tietê, focando na eliminação de plantas invasoras e na conexão de fragmentos de mata nativa.
Para garantir a efetividade ecológica na Bacia do Alto Tietê, o contrato estipula o monitoramento contínuo dos indicadores por meio de relatórios semestrais, que avaliam o aumento da cobertura do solo e o índice de regeneração natural da flora.