Envelhecimento de pets exige cuidados preventivos e acompanhamento especializado, alerta especialista da UMC


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Imagem: Envelhecimento de pets exige cuidados preventivos e acompanhamento especializado, alerta especialista da UMC. Publicado no Portal A+ | notícias de Arujá e região.

O avanço da medicina veterinária tem permitido que cães e gatos vivam por muito mais tempo. No entanto, o aumento da expectativa de vida traz consigo o desafio de garantir que a velhice dos animais de estimação seja vivida com conforto e bem-estar. De acordo com a médica-veterinária e professora da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), Thayná Neves Cardoso, muitos tutores ainda associam a velhice animal apenas ao fim da vida, deixando de adotar cuidados específicos que a nova fase exige.

A especialista em Fisioterapia, Reabilitação e Acupuntura Veterinária alerta que mudanças de comportamento comuns em pets idosos frequentemente indicam dor crônica — como a causada pela osteoartrite —, que é extremamente subdiagnosticada tanto em cães quanto em gatos.

“Quanto mais cedo reconhecemos que o animal está envelhecendo, maiores são as chances de prevenir doenças, controlar a dor e manter qualidade de vida por muitos anos”, destaca Thayná Cardoso.

Fique atento aos sinais de alerta

Os tutores não devem encarar as limitações físicas e comportamentais como uma “consequência natural da idade”. É fundamental buscar avaliação especializada ao notar sinais como:

  • Dificuldade para levantar, relutância em subir escadas ou pular;
  • Redução no ritmo das caminhadas e maior tempo dormindo;
  • Desorientação ou inversão do ciclo do sono;
  • Perda de massa muscular e aparecimento de pelos brancos.

O papel da prevenção e da reabilitação

Como o envelhecimento de cães e gatos ocorre de forma muito mais acelerada do que o dos humanos, a professora da UMC recomenda que os check-ups e avaliações clínicas com o veterinário sejam realizados a cada seis meses. Essa frequência é essencial para identificar patologias ainda em fase inicial, aumentando o sucesso dos tratamentos.

Além do monitoramento clínico, do controle de peso e de adaptações no ambiente doméstico para evitar quedas, a fisioterapia e a reabilitação veterinária surgem como grandes aliadas. Técnicas como hidroterapia, exercícios terapêuticos, laserterapia, acupuntura e o controle multimodal da dor ajudam a preservar a massa muscular, melhorar o equilíbrio e retardar perdas funcionais.

A premissa fundamental para esta fase, segundo a especialista, é entender que envelhecer não significa sofrer. Com a intervenção correta e precoce, os pets podem se manter ativos, independentes e felizes por muitos anos.

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