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A família de Rafael dos Santos Oliveira, de 41 anos, busca por informações e justiça após o homem dar entrada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Mogi das Cruzes. Em entrevista à reportagem, a prima da vítima, Tainá dos Santos Souza, relatou que os parentes foram informados inicialmente sobre um suposto acidente ocorrido na noite da última terça-feira (11), mas confirmaram posteriormente, segundo a família, que ele foi vítima de severas agressões físicas.
De acordo com o relato dos familiares, Rafael foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) na Avenida João Manoel, nº 185, no centro de Arujá. Ele deu entrada no hospital municipal por volta das 21h30, onde foi intubado e transferido com urgência para a cidade vizinha de Mogi das Cruzes.
Contestações sobre o atendimento médico e gravidade das lesões
A família contesta as informações repassadas durante o atendimento inicial em Arujá. Conforme Tainá, o médico do pronto atendimento informou aos parentes apenas que o paciente apresentava um machucado na face e que a intubação havia ocorrido devido à inconsciência.
No entanto, segundo a família, a avaliação detalhada no hospital de Mogi das Cruzes revelou lesões muito mais severas: além do ferimento no rosto, os médicos constataram um corte aberto na parte de trás da cabeça e uma perfuração no fígado. Segundo os parentes, a equipe do hospital local não teria realizado uma avaliação clínica completa antes de efetuar a transferência.
Saga por documentos e registro policial
Nesta quarta-feira (12), um dia após as agressões, os familiares foram em busca das documentações do socorro para conseguir formalizar o caso na delegacia. A reportagem apurou junto aos órgãos de segurança que ainda não há registro de ocorrência. Por ter sido socorrido em estado grave, a Polícia Civil necessita do registro de atendimento do SAMU ou da unidade médica para formalizar a denúncia e dar início às investigações, haja vista a impossibilidade de contato com a vítima e a internação ser em outro município.
Segundo a família, durante a tentativa de obter a documentação com o SAMU e no hospital de Arujá ao longo do dia de hoje, os parentes enfrentaram dificuldades e relatam ter tido as ligações desligadas pela equipe de atendimento. A obtenção desse documento é tratada como prioridade pelos familiares para que a polícia possa solicitar as imagens de câmeras de monitoramento da Avenida João Manoel e identificar os suspeitos.
Os familiares fazem um apelo para que qualquer testemunha que tenha informações sobre o ocorrido entre em contato com as autoridades ou com a família.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Arujá informou que Rafael recebeu o primeiro atendimento da equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e foi encaminhado ao Pronto Atendimento (PA) Central.
Segundo a Prefeitura, após dar entrada na sala de emergência, a equipe médica identificou a necessidade de transferência imediata do paciente para uma unidade hospitalar em Mogi das Cruzes.
Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde, a partir da transferência, os esclarecimentos sobre o estado de saúde e o atendimento prestado ao paciente devem ser solicitados à unidade hospitalar de Mogi das Cruzes.