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Um advogado e dois policiais civis foram presos ontem (7), depois de se apresentarem à polícia, em cumprimento a mandados expedidos após o Tribunal de Justiça (TJ) restabelecer as prisões no caso da suposta propina de R$ 1 milhão ligada ao PCC. O advogado Ademilson Alves de Brito se entregou na Delegacia de Arujá; os policiais Murilo Muniz e Alan Fernandes Dias, na Corregedoria da Polícia Civil, em São Paulo.
Os policiais já tinham sido presos em dezembro do ano passado, na operação do Ministério Público, e depois soltos. Em primeira instância, a Justiça rejeitou a denúncia. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) recorreu, e o Tribunal de Justiça (TJ) aceitou o recurso: recebeu a denúncia e restabeleceu as prisões preventivas. Em resposta ao Portal A+, o MPSP informou que a denúncia foi recebida integralmente e que o TJ acolheu a tese de que há elementos para dar seguimento à ação. Segundo o órgão, o mandado foi cumprido depois da decisão de segunda instância, sem cumprimento anterior por causa do período eleitoral.
Apresentações
Brito chegou à delegacia de Arujá por volta das 9h15, acompanhado de um advogado, depois de tomar conhecimento do mandado, expedido pela 20ª Vara Criminal Central. Foi dada voz de prisão.
Em São Paulo, Alan Fernandes Dias se apresentou por volta das 9h25 e Murilo Muniz, às 9h44, no plantão da Corregedoria. Os mandados dos policiais são do mesmo processo e foram assinados em 30 de setembro, com base em decisão do TJ de 28 de setembro.
A denúncia é uma acusação, e os réus não foram condenados. O espaço segue aberto para manifestação dos três e de seus advogados. A Secretaria da Segurança Pública também foi procurada e não havia respondido até o fechamento desta edição.
O outro caso de Brito em Arujá
Em dezembro de 2025, ao divulgar a operação, o MPSP afirmou que o advogado já havia sido condenado em um processo de extorsão mediante sequestro e associação criminosa. O caso é o do sequestro de uma criança de seis anos em Arujá, mantida em cativeiro por 63 dias em 2006. Em 2009, Brito foi condenado em primeira instância a 36 anos de prisão. Em 2010, o ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, concedeu a ele o direito de recorrer em liberdade, por excesso de prazo da prisão.