Câmara de Arujá enquadra CCR Rio após estupro na Dutra e exige manutenção imediata


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Imagem: Câmara de Arujá enquadra CCR Rio após estupro na Dutra e exige manutenção imediata. Publicado no Portal A+ | notícias de Arujá e região.

A Câmara Municipal de Arujá subiu o tom contra a concessionária CCR RioSP em reunião realizada na terça-feira (24). O encontro, motivado por uma Moção de Repúdio aprovada pelo Legislativo no início do mês, teve como foco a falta de conservação da Rodovia Presidente Dutra, apontada como fator determinante para o clima de insegurança que culminou no estupro de uma mulher de 30 anos no último mês.

A vítima foi atacada por volta das 23h ao descer de um ônibus na altura do Jardim Via Dutra. Segundo o relato policial, o criminoso se aproveitou da escuridão e do mato alto para arrastar a mulher por cerca de 10 metros antes de violentá-la. O vereador Robertinho (PSD), autor da moção, criticou a “inoperância” da empresa: “Temos uma via sem manutenção e iluminação precária. A Prefeitura não pode atuar em área sob concessão”.

O “vácuo” contratual

Durante a reunião, o analista de Relações Institucionais da CCR RioSP, Otavio Fabricio Correa Melo, apresentou uma justificativa que surpreendeu os parlamentares. Segundo ele, o novo contrato de concessão firmado com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) é menos rigoroso que o anterior:

  • Contrato Antigo (NovaDutra): Previa roçagem frequente de toda a margem da rodovia (“cerca a cerca”).
  • Contrato Atual (CCR RioSP): Estabelece que esse trabalho completo seja executado apenas uma vez ao ano.

Entretanto, diante da gravidade dos fatos em Arujá, o representante garantiu a antecipação do cronograma. “Até o final de março vamos fazer o serviço de roçada em todo o perímetro, priorizando a passarela na altura do km 202”. Sobre a iluminação, a empresa alegou que o alto índice de vandalismo dificulta a manutenção e estuda a instalação de fiação aérea ou subterrânea para evitar furtos.

Bairros isolados e novos acessos

A presidente da Câmara, vereadora Professora Cris (PSD), reforçou a cobrança sobre o fechamento de acessos, como o do Jardim Viaduto, que deixou o bairro isolado. “Só há uma opção de entrada e saída, dificultando o acesso de ambulâncias, ônibus e coleta de lixo”.

A concessionária informou que a abertura de novos acessos depende de estudos de fluxo e viabilidade, além da autorização expressa da ANTT. Participaram da reunião representantes das secretarias de Operação e Comunicação da CCR e uma comitiva de 12 vereadores de diferentes partidos.

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