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O ex-secretário-adjunto de Segurança de Arujá, Uelton de Souza Almeida, apresentou-se espontaneamente à Polícia Civil na noite desta sexta-feira (26), na Delegacia de Polícia de Arujá, acompanhado de seu advogado. Ele teve a prisão temporária cumprida por determinação da Justiça e foi encaminhado à carceragem do 1º Distrito Policial de Guarulhos, onde aguarda audiência de custódia prevista para este sábado (27).
De acordo com o boletim de ocorrência, a apresentação ocorreu por volta das 18h30, em cumprimento à medida cautelar expedida pelo Judiciário da Comarca de Guarulhos. Após os procedimentos legais, o ex-secretário permaneceu à disposição da Justiça.
Relembre o caso
A Polícia Civil investiga o homicídio do guarda civil municipal Nelson Caetano de Lima Neto, de 37 anos, ocorrido na noite de quarta-feira (24), véspera de Natal, no bairro Jardim Arujá, em Arujá (SP). Nelson era guarda civil municipal de Mogi das Cruzes e mantinha um relacionamento com a ex-companheira de Uelton.
Segundo o registro policial, o crime ocorreu no interior da residência da ex-esposa do investigado, localizada na Alameda Pôr do Sol. Os disparos teriam sido efetuados de forma repentina, sem discussão prévia, no momento em que a vítima se preparava para deixar o imóvel, o que teria impossibilitado qualquer reação ou defesa.
Após o ocorrido, guardas municipais foram acionados pelo próprio Uelton, que inicialmente alegou uma suposta tentativa de invasão. No local, a ex-companheira foi encontrada em estado de choque. Durante as buscas, os agentes localizaram Nelson caído no chão da cozinha, já sem vida, com intensa perda de sangue. O autor dos disparos não estava mais na residência.
Exoneração
A Prefeitura de Arujá informou que Uelton de Souza Almeida foi exonerado do cargo de secretário-adjunto de Segurança e teve as funções de Guarda Civil Municipal suspensas, não exercendo, no momento, qualquer função pública, até decisão judicial definitiva sobre o caso.
Em nota, a Câmara Municipal de Arujá esclareceu que Uelton encontra-se licenciado do mandato de vereador desde fevereiro de 2025 e que, diante dos fatos, o caso será encaminhado ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que irá se manifestar conforme o regimento interno da Casa Legislativa.