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O setor de adegas de bairro consolidou sua expansão e tornou-se um dos motores dos pequenos negócios no Alto Tietê. Um levantamento do Sebrae-SP, com base em dados do Portal do Empreendedor, revela que o número de Microempreendedores Individuais (MEIs) atuantes no comércio varejista de bebidas saltou de 2.277, em 2021, para 3.244, em 2026, uma alta de 42% no período.
A pesquisa considera os estabelecimentos registrados no CNAE 4723-7/00 (comércio varejista de bebidas), voltado a empresas que comercializam produtos presencialmente ou via atendimento online, sem consumo no local. Impulsionado pelo modelo de delivery durante a pandemia de Covid-19, o formato segue em ascensão nos bairros paulistas, ancorado em pilares como agilidade, conveniência, diversificação de catálogo e relacionamento comunitário.
Além da oferta tradicional de cervejas, vinhos, destilados e bebidas não alcoólicas, as adegas têm apostado em itens complementares para aumentar o ticket médio, vendendo gelo, carvão, petiscos e insumos para eventos. A integração de loja física, vendas digitais e entrega rápida é outro diferencial estratégico da categoria.
Se por um lado a forte demanda cria um cenário promissor para o empreendedorismo regional, por outro exige profissionalização dos gestores para garantir a sobrevida das empresas em um mercado concorrido.
Márcio Barbosa, gestor regional de Foodservice do Sebrae-SP, pondera que a abertura da empresa é apenas o primeiro passo e que o sucesso depende de controle rigoroso de caixa e conhecimento do público consumidor:
“A expansão do mercado de adegas mostra que existe espaço para o pequeno empreendedor, mas abrir uma empresa é apenas o primeiro passo. É fundamental conhecer o perfil do consumidor, entender quais produtos têm maior procura, trabalhar bem o estoque, calcular corretamente os preços e acompanhar de perto o fluxo de caixa. O empreendedor que consegue combinar boa gestão, atendimento e conveniência tem mais condições de transformar uma oportunidade em um negócio sustentável”, avalia Barbosa.
O especialista acrescenta que horários de funcionamento flexíveis e a presença digital estratégica, por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens para divulgação e pedidos, são aliados indispensáveis. Contudo, ele ressalta que essas ações precisam estar adequadas à capacidade operacional de cada empreendimento e ao perfil socioeconômico de cada município.
A área de abrangência do escritório regional do Sebrae-SP no Alto Tietê compreende os municípios de Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano.