Postado em .
A Polícia Civil investiga a morte de um homem de 60 anos, morador de Santa Isabel, que morreu na manhã de ontem (9), em Arujá, após ter sido espancado por pessoas ainda não identificadas. A vítima foi acusada informalmente pelos agressores de envolvimento em um estupro, o que negou antes de morrer, segundo o boletim de ocorrência.
De acordo com o registro policial, as agressões ocorreram na madrugada de sexta-feira (6). O homem teria sido rendido, espancado e levado à força até Itaquaquecetuba, onde continuou sendo agredido. Em seguida, foi liberado e retornou por meios próprios para casa, em Santa Isabel.
Somente no domingo (8), familiares encontraram a vítima ferida e a encaminharam à UPA de Santa Isabel, onde recebeu atendimento médico, realizou exames e foi liberada, apesar das dores intensas. Ainda no mesmo dia, foi levada para a casa de parentes, em Arujá.
Na manhã seguinte, houve agravamento do quadro clínico, e o Samu foi acionado. O homem foi encaminhado ao Hospital Dalila Ferreira Barbosa, em Arujá, onde chegou sem vida. O laudo médico apontou morte por causas externas, decorrente de agressão física por terceiros.
A Polícia Civil apura a autoria do espancamento e investiga possível relação entre o caso e uma ocorrência de estupro registrada em Arujá, na úlitma semana.
A Polícia Civil requisitou exames periciais e investiga tanto a autoria do espancamento quanto as circunstâncias da acusação que teria motivado a violência. Até o momento, ninguém foi preso.
Relembre o caso
O episódio ocorre dias após um estupro registrado na noite de quarta-feira (4), em Arujá, quando uma jovem de 30 anos foi atacada ao retornar do trabalho, no bairro Jardim Via Dutra, nas proximidades das passarelas da Rodovia Presidente Dutra. O crime aconteceu em uma área com mato alto e iluminação precária.
O caso gerou comoção e reacendeu o debate sobre a insegurança na região. Familiares da vítima relataram dificuldades no atendimento policial na noite do crime. A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil, e as autoridades reforçam que nenhuma acusação justifica atos de violência ou linchamento.