Polícia aponta MC Negão como dono de “bet clandestina” e peça estratégica em golpe bilionário

Segundo as investigações, o artista usava sua mansão em Arujá como cenário para atrair seguidores ao jogo "Subway Pay", plataforma desenhada para impedir saques e lucrar sobre as vítimas

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Imagem: Polícia aponta MC Negão como dono de “bet clandestina” e peça estratégica em golpe bilionário. Publicado no Portal A+ | notícias de Arujá e região.

As investigações da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo, que desencadearam a megaoperação “Fim da Fábula” ocorrida ontem (24), revelam que a participação de João Vitor Ribeiro, o MC Negão Original, ia muito além da simples publicidade. Segundo o delegado Fernando Santiago, do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), o funkeiro é apontado como dono de uma plataforma de apostas ilegal e, após não ser localizado durante o cumprimento dos mandados em sua residência em Arujá, passou a ser considerado foragido da Justiça.

De acordo com o delegado, a polícia realizou uma coletânea de vídeos publicados pelo artista nas redes sociais. Nas imagens, ele ostentava uma vida de luxo em sua mansão no condomínio Arujazinho IV, em Arujá, utilizando o imóvel como cenário para induzir seguidores a jogarem em seu link. “Ele atuava por meio de uma bet clandestina. Era desenvolvida apenas para que a banca ganhasse”, afirmou Santiago.

O golpe

O jogo em questão é uma versão pirata do popular Subway Surfers. Batizada de “Subway Surfers Bet” ou “Subway Pay”, a plataforma prometia ganhos reais via Pix. No entanto, a investigação aponta que o sistema era manipulado:

Dificuldade programada: Embora pareça um jogo de habilidade, a velocidade é alterada para tornar a vitória impossível.

Retenção de valores: Mais de 432 relatos no site Reclame Aqui denunciam que, mesmo quando o jogador vence, a plataforma impõe barreiras burocráticas ou exige novos depósitos para liberar o saque, o que nunca acontece.

Público vulnerável: Por ser um jogo de aparência infantil e fácil, atraía crianças e jovens com a promessa de dinheiro rápido.

Logística e foragido

A polícia afirma que o MC fornecia suporte logístico, financeiro e promocional para a organização criminosa. Ele é tratado como parte estratégica do núcleo que coordenava os golpes digitais. Durante o cumprimento dos mandados na mansão em Arujá, o artista não foi localizado e agora é procurado pelas autoridades.

Balanço da operação

Deflagrada ontem, a Operação “Fim da Fábula” cumpriu 120 mandados de busca e apreensão e 53 de prisão temporária em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. Até o momento, 12 pessoas foram presas.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 100 milhões nas contas de 59 pessoas e 27 empresas ligadas ao esquema. O patrimônio rastreado inclui dezenas de imóveis de luxo e veículos de alto valor, que seriam fruto da lavagem de dinheiro das apostas clandestinas e outros golpes, como o do “falso advogado” e da “mão fantasma”.

Defesa do acusado

A reportagem do Portal A+ tentou contato direto com a defesa de MC Negão Original, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. Em nota publicada em rede social, o advogado Robson Cyrillo afirmou que o artista é idôneo, que todas as suas transações financeiras possuem origem lícita e que a inocência será comprovada no devido processo legal, assim que a defesa tiver acesso integral aos autos. O espaço segue aberto para que a defesa de João Vitor Ribeiro (MC Negão Original) se manifeste sobre as acusações apresentadas pelo Deic e pelo Ministério Público.

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