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Uma confusão registrada na Rodoviária de Arujá, na noite de 27 de agosto, gerou reclamações de comerciantes e populares que estavam no local, principalmente em relação à demora para a chegada das forças de segurança. Segundo relatos obtidos pelo Portal A+, a ocorrência teria começado por volta das 18h30 e a Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal (GCM) teriam sido acionadas diversas vezes durante o episódio.
De acordo com pessoas que acompanharam a situação, apesar das sucessivas solicitações, as equipes não teriam chegado imediatamente ao local. Entre os relatos apresentados à reportagem está a informação de que a ocorrência teria demorado a ser atendida sob a alegação de que a rodoviária seria uma área privada.
A situação chamou a atenção de comerciantes, que questionaram a demora para a presença das autoridades diante da confusão. O Portal A+ procurou a Prefeitura de Arujá e a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) para esclarecer o atendimento e verificar se houve acionamentos e deslocamento de equipes.
A Prefeitura respondeu apenas que “o jovem, maior de idade, foi encaminhado ao Pronto Atendimento Municipal e posteriormente à Delegacia de Polícia”.
Já a SSP-SP, responsável pelas informações relacionadas à atuação da Polícia Militar, não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem até o fechamento desta edição.
O boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Polícia de Arujá aponta que a comunicação da ocorrência ocorreu às 20h29, mais de duas horas após o horário indicado pelos populares como o início da confusão.
Segundo o documento, guardas civis metropolitanos haviam sido solicitados para realizar uma ronda nas proximidades do Terminal Rodoviário de Arujá. Paralelamente, a Central de Comunicação e Monitoramento (CECOM) teria acionado uma equipe da GCM após receber a informação de que V. R. S. havia invadido o Hospital Notre Dame em busca de atendimento médico.
No hospital, conforme consta no boletim, o jovem relatou aos agentes que havia sido agredido nas proximidades da rodoviária por um homem que possui uma barbearia no local. Ele teria afirmado que foi até o estabelecimento para cobrar uma dívida.
Ainda de acordo com o registro policial, Victor apresentou comportamento exaltado no hospital e teria resistido à orientação dos agentes para deixar uma sala onde aguardava atendimento. Diante da resistência, os guardas realizaram sua retirada de forma coercitiva.
Posteriormente, ele foi encaminhado ao Pronto Atendimento Municipal de Arujá. Após o atendimento médico, segundo o boletim, o jovem teria se recusado a ser transportado pela GCM e precisou ser algemado e conduzido à Delegacia de Polícia.
O registro também relata que, durante o deslocamento, ele teria resistido à condução e desferido chutes contra o compartimento da viatura.
Embora o boletim de ocorrência registre a atuação da GCM posteriormente, os relatos de comerciantes e populares levantam questionamentos sobre quando as forças de segurança foram efetivamente acionadas, quantas vezes houve solicitação e quanto tempo levou para uma equipe chegar à região da rodoviária.
O Portal A+ questionou a Prefeitura sobre o horário dos chamados, eventual deslocamento de equipes, o tempo de resposta e se existe orientação específica para atendimento de ocorrências dentro da Rodoviária de Arujá.
Também foi questionado se procede a informação de que o atendimento teria sido retardado pelo fato de o terminal ser considerado uma área privada.
Até o fechamento da reportagem, esses questionamentos não haviam sido respondidos pela Prefeitura. A SSP-SP também não havia se manifestado sobre a atuação da Polícia Militar.
O Portal A+ mantém o espaço aberto para os esclarecimentos dos órgãos responsáveis.