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A chegada de 2026 em São Paulo foi marcada pelo reajuste nas tarifas de água e esgoto da Sabesp. Desde ontem, quinta-feira (1º), a tarifa básica sofreu aumento de 6,11% em todo o estado.
A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) é responsável pelo fornecimento de água potável, além da coleta e tratamento de esgoto. Segundo o governo estadual, o reajuste corresponde à reposição da inflação acumulada nos últimos 16 meses, período adotado como referência após a privatização da companhia.
No caso da tarifa residencial, para consumidores com consumo entre 11 m³ e 20 m³, o valor do metro cúbico de água passou de R$ 6,01 para R$ 6,40. O aumento foi autorizado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) em deliberação realizada em 1º de dezembro.
Antes do processo de privatização, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) havia afirmado que não haveria aumento na tarifa para a população. Posteriormente, durante a desestatização, o governo esclareceu que os reajustes seguiriam um índice de referência previsto em contrato, que simula a evolução da tarifa caso a Sabesp permanecesse estatal.
De acordo com o Executivo paulista, neste primeiro reajuste após a privatização, o percentual de 6,11% ficou 15% abaixo do índice que seria aplicado caso a empresa não tivesse sido privatizada.
Em nota, o governo do estado informou que “a deliberação dos novos valores, feita pela Arsesp, prevê somente a reposição inflacionária do IPCA acumulado entre julho de 2024 e outubro de 2025, sem aumento real para o consumidor”.
Ainda segundo o governo, a recomposição tarifária seguiu o que está previsto em contrato, considerando a inflação acumulada nos 16 meses iniciais desde a desestatização, ocorrida em julho de 2024. A partir dos próximos ciclos, o cálculo voltará a ser anual, com base em 12 meses. O novo modelo também incorpora o conceito de “tarifa de equilíbrio”, criado para absorver investimentos efetivamente realizados e auditados pela Arsesp.