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O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira (3), o lançamento de um serviço de teleatendimento em saúde mental voltado exclusivamente para pessoas com transtornos relacionados a jogos de apostas. A iniciativa, realizada em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, tem a expectativa inicial de realizar 600 atendimentos mensais. O anúncio ocorreu durante uma simulação realizada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em São Paulo, destacando que a nova ferramenta busca enfrentar o estigma e a vergonha que muitas vezes impedem pacientes de buscar unidades físicas de saúde. Com um investimento de R$ 2,5 milhões via Proadi-SUS, o serviço é destinado a maiores de 18 anos e seus familiares, oferecendo suporte especializado de forma reservada e segura.
A estratégia integra um esforço interministerial que inclui a Plataforma de Autoexclusão do Ministério da Fazenda e o Observatório Saúde Brasil de Apostas. O foco é responder ao crescimento de comportamentos problemáticos em apostas online, oferecendo ciclos de cuidado que podem chegar a 13 consultas por paciente. O atendimento é conduzido por equipes multiprofissionais, incluindo psicólogos e terapeutas ocupacionais, com suporte psiquiátrico quando necessário. Além disso, o governo ampliou significativamente os recursos para a rede de atenção psicossocial, elevando o investimento em saúde mental para R$ 2,9 bilhões em 2025, visando fortalecer o suporte tanto no ambiente digital quanto no presencial.
Para acessar o teleatendimento, o cidadão deve utilizar o aplicativo Meu SUS Digital, disponível gratuitamente para sistemas Android e iOS, ou em sua versão web. Após realizar o login com a conta Gov.br, o usuário deve navegar até a seção “Miniapps” na página inicial e selecionar a opção “Problemas com jogos de apostas?”. O sistema submeterá o interessado a um autoteste validado cientificamente que avalia os sinais de risco. Se o resultado apontar risco moderado ou elevado, o encaminhamento para a consulta por vídeo é automático, com as orientações subsequentes enviadas via WhatsApp. Casos de menor risco são orientados a buscar a rede presencial, como os CAPS ou Unidades Básicas de Saúde.