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A construção civil da regional de Mogi das Cruzes, que abrange o Alto Tietê, soma 13.918 trabalhadores formais e saldo positivo acumulado de 954 vagas, segundo dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).
No País, o setor criou 200.431 postos de trabalho com carteira assinada de janeiro a agosto. O número representa crescimento de 2,7% em relação ao mesmo período de 2025, de acordo com o Novo Caged. Ainda segundo os dados, a construção foi o único dos cinco grandes setores da economia a ampliar o saldo de contratações na comparação anual, em um cenário de desaceleração do mercado de trabalho.
Bairros planejados
Para o engenheiro civil Fabio Bianchi, diretor de uma construtora de Mogi das Cruzes, o desempenho reforça a importância do setor para a economia e para o desenvolvimento dos municípios. Ele avalia que a atividade acompanha mudanças na ocupação urbana. Enquanto áreas tradicionais estão mais consolidadas, novas regiões surgem como alternativas para empreendimentos residenciais e comerciais.
Nesse cenário, segundo ele, ganham espaço os bairros planejados, que reúnem moradia, infraestrutura, serviços e áreas verdes. “O conceito de bairros planejados já é uma realidade que atrai pessoas de diferentes cidades paulistas em busca de alternativas completas de moradia. Quando o crescimento é acompanhado de planejamento e infraestrutura, os benefícios vão além dos empreendimentos e alcançam todo o entorno”, afirmou.
Infraestrutura e planejamento urbano
Bianchi também defende que o avanço do setor depende de investimentos em mobilidade, requalificação de vias e ampliação dos serviços urbanos. Para ele, a integração entre novos projetos e o planejamento das cidades é essencial para sustentar o desenvolvimento regional. “É um processo de transformação que precisa considerar as necessidades atuais da população e preparar as cidades para os próximos anos”, disse.