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O julgamento de Uelton de Souza Almeida, ex-vereador e ex-secretário adjunto de Segurança de Arujá, foi marcado para o dia 15 de dezembro de 2026, às 9h, no Plenário do Júri do Fórum de Arujá. A data foi confirmada ao Portal A+ pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Ele é acusado de matar o guarda civil municipal Nelson Caetano de Lima Neto, de 37 anos, na véspera de Natal, em 24 de dezembro de 2025, no bairro Jardim Arujá.
A sessão foi designada em decisão assinada em 9 de outubro pelo juiz Guilherme Lopes Alves Pereira, da 1ª Vara de Arujá, que declarou o processo preparado para julgamento em Plenário.
O que diz a decisão
Na mesma decisão, o juiz negou o pedido da nova defesa de Uelton para reabrir o prazo previsto no artigo 422 do Código de Processo Penal, etapa em que as partes indicam testemunhas e pedem diligências para o júri. A defesa alegava a necessidade de adequar a estratégia após a troca de advogados.
O magistrado afirmou que o réu já estava representado por advogado constituído, que apresentou manifestação e arrolou cinco testemunhas. Para o juiz, isso gerou a chamada preclusão consumativa: o novo advogado assume o processo no estado em que ele se encontra, e a simples substituição de defensor não reabre fases já encerradas.
O juiz também deferiu o uso de datashow pela defesa e pela acusação durante os debates e autorizou que o réu compareça ao júri com roupas civis, fornecidas pela defesa, em respeito à dignidade da pessoa humana e à presunção de inocência. Ainda tomou ciência de acórdão que rejeitou o pedido de desaforamento e manteve o julgamento na Comarca de Arujá.
Regras de segurança e acesso
Por considerar o perfil do réu, que é guarda civil municipal, vereador em segundo mandato e ocupou o cargo de secretário adjunto de Segurança, o juiz determinou medidas excepcionais para o dia do júri.
O juiz também determinou reforço de três oficiais de justiça para a sessão, por causa da complexidade do caso, e que a arma apreendida seja levada ao Plenário.
Relembre o caso
Segundo o boletim de ocorrência, Nelson, que era guarda civil em Mogi das Cruzes e mantinha relacionamento com a ex-companheira de Uelton, foi morto dentro da casa dela. Os disparos teriam ocorrido de forma repentina, quando a vítima se preparava para ir embora, o que teria impedido qualquer defesa.
Depois do crime, guardas municipais foram acionados pelo próprio Uelton, que inicialmente relatou uma suposta tentativa de invasão. No local, a mulher estava em estado de choque, e Nelson foi encontrado morto, caído na cozinha. O autor dos disparos já não estava na casa.
A Prefeitura de Arujá informou que, ao tomar conhecimento dos fatos, exonerou Uelton do cargo de secretário adjunto e suspendeu suas funções como guarda civil. Segundo a administração, ele não exerce função pública até decisão judicial definitiva. Pela decisão, o réu está custodiado em estabelecimento prisional e deverá ser apresentado ao júri.