Operação contra crimes ambientais embarga áreas e derruba construção ilegal na região de Palmeiras, em Suzano


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Imagem: Operação contra crimes ambientais embarga áreas e derruba construção ilegal na região de Palmeiras, em Suzano. Publicado no Portal A+ | notícias de Arujá e região.

O Grupo de Fiscalização Integrada do Alto Tietê Cabeceiras (GFI-ATC) realizou uma operação conjunta na última sexta-feira (3) para coibir crimes ambientais e o parcelamento ilegal de solo em duas localidades do distrito de Palmeiras, na região sul de Suzano. A força-tarefa, coordenada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e por órgãos estaduais, com apoio da Polícia Militar Ambiental, resultou no embargo de propriedades situadas na estrada do Oura, na Vila Ipelândia, e na estrada Odílio Cardoso, no Jardim dos Eucaliptos. A intervenção foi motivada pela identificação de construções e loteamentos clandestinos avançando sobre a Área de Proteção e Recuperação dos Mananciais do Alto Tietê Cabeceiras (APRMATC).

Na estrada do Oura, a mobilização das equipes gerou um auto de embargo devido a obras irregulares em andamento em pequenos lotes fracionados. O processo ilegal de parcelamento do solo na propriedade, que possui uma extensão total de 38.509 metros quadrados, vinha sendo executado desde o ano de 2023. Já na estrada Odílio Cardoso, a fiscalização concentrou esforços em um terreno de 421 mil metros quadrados marcado pela reincidência de infrações. O local, que acumula histórico de irregularidades e já havia sido alvo de intervenções anteriores para a remoção de muros e estruturas de lazer, teve uma guarita sem alvará ou autorização demolida pelos agentes nesta nova fase da operação.

A área da estrada Odílio Cardoso encontrava-se embargada administrativamente desde 2022 em decorrência da venda clandestina de lotes, movimentações irregulares de terra e edificações sem respaldo legal. De acordo com o levantamento dos órgãos fiscalizadores, no final do mês de maio foi constatada inclusive a instalação de placas falsificadas com o logotipo da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), tática utilizada pelos infratores para simular uma falsa legalidade e induzir potenciais compradores ao erro. Além da pasta de Meio Ambiente e da Polícia Ambiental, a ação mobilizou a Cetesb, o Grupamento de Proteção Ambiental (GPA) da Guarda Civil Municipal (GCM), os departamentos municipais de Fiscalização de Posturas e de Obras, a Diretoria de Proteção e Fiscalização Ambiental do Estado e o Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci).

O secretário municipal de Meio Ambiente, André Chiang, ressaltou que o monitoramento rígido é essencial para evitar que o parcelamento desordenado comprometa o ecossistema local e coloque em risco a segurança da população. O chefe da pasta defendeu que o alinhamento estratégico com os órgãos do Estado tem consolidado o município como referência no combate a infrações contra a natureza. Para dar suporte ao monitoramento, a administração municipal orienta que os cidadãos denunciem atividades suspeitas de loteamento ilegal pelos telefones da Secretaria de Meio Ambiente no (11) 4745-2055, da Ouvidoria Geral no 0800-774-2007, do Departamento de Posturas no (11) 4745-2046, pelo canal de emergência 153 da Guarda Civil Municipal ou diretamente pelo e-mail ouvidoria@suzano.sp.gov.br.

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