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O tabuleiro político paulista ferveu nesta terça-feira (5). Poucas horas depois de o governador Tarcísio de Freitas (Republiucanos) anunciar a pré-candidatura de André do Prado (PL) ao Senado em entrevista coletiva, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) publicou um vídeo em suas redes sociais para ratificar a decisão e explicar o porquê do apoio ao atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
No vídeo, gravado diretamente do exterior, Eduardo Bolsonaro foi enfático ao selar a paz entre as alas técnica e ideológica do PL. Ele revelou que o martelo foi batido recentemente em uma reunião nos Estados Unidos, que contou com a presença do próprio André do Prado e do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto. “Essa pré-candidatura foi acertada comigo e já estava combinada lá atrás com o próprio presidente Bolsonaro”, confirmou Eduardo, ecoando a fala de Tarcísio.
Eduardo Bolsonaro usou o vídeo para responder aos críticos que esperavam um nome mais ligado à militância ideológica. Ele listou os pilares que sustentam a escolha de Prado:
Musculatura e capilaridade: Destacou os 32 anos de vida pública de André e sua influência sobre centenas de prefeitos, o que garante uma base sólida para o projeto “Flávio Bolsonaro 2026”.
Fidelidade ao governo: Ressaltou que Prado deu sustentação total a Tarcísio na Alesp, garantindo governabilidade.
Compromisso com pautas: Eduardo afirmou que o presidente da Alesp se comprometeu a votar de forma convergente com a direita em temas sensíveis no Congresso Nacional.
Com as declarações de Tarcísio e o vídeo de Eduardo, a chapa governista para 2026 em São Paulo está desenhada: Tarcísio de Freitas buscará a reeleição com Felício Ramuth (PSD) na vice, enquanto as duas vagas para o Senado serão disputadas por André do Prado (PL) e pelo deputado federal Guilherme Derrite (PP).
Eduardo Bolsonaro finalizou a mensagem agradecendo a aliados como Mario Frias, Gil Diniz e Rosana Vale, que também eram cotados para a vaga, reforçando que o momento exige “jogar junto” para transformar São Paulo na maior base de apoio contra o governo federal. “O foco é somar forças para libertar o país”, concluiu.