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A Patrulha Maria da Penha, especializada da Guarda Civil Municipal (GCM) de Suzano, completa 12 anos de atuação nesta quarta-feira (14/10). Desde a sua criação, em outubro de 2014, até setembro deste ano, o serviço contabiliza 5.976 medidas protetivas acompanhadas, 106.095 rondas ostensivas e a prisão de 147 agressores envolvidos em casos de violência doméstica e familiar.
Atualmente, 232 mulheres recebem acompanhamento contínuo da equipe. Os agentes fiscalizam o cumprimento das medidas protetivas de urgência, atendem chamados de emergência e atuam preventivamente para evitar a reincidência de agressões.
Somente no período entre janeiro e setembro de 2026, a Patrulha efetuou 5.818 rondas, acompanhou 570 medidas protetivas e realizou 15 prisões.
A coordenadora da Patrulha Maria da Penha, Jaqueline Ferreira, enfatizou a importância do acolhimento direto às vítimas para a quebra dos ciclos de violência.
“Cada atendimento representa uma oportunidade de proteger uma vida e impedir que a violência continue. Ao longo desses 12 anos, construímos uma atuação baseada na proximidade com as vítimas e na fiscalização contínua”, ressaltou Jaqueline.
O secretário municipal de Segurança Cidadã, Francisco Balbino, destacou a relevância de manter uma equipe técnica focada na proteção da mulher:
“A Patrulha Maria da Penha demonstra que a segurança pública também precisa ser feita com acolhimento, atenção e acompanhamento contínuo”, afirmou o secretário.
Além da fiscalização policial, o grupamento desenvolve a iniciativa “Maria Vai à Escola”, voltada a estudantes da rede municipal de ensino. O projeto aborda temas como igualdade de gênero, direitos humanos, respeito e cultura de paz, já tendo alcançado quase 700 crianças em unidades escolares da cidade.
O prefeito Pedro Ishi reforçou o papel social do projeto e o compromisso da administração com a pauta:
“Seguimos investindo em ações que unem segurança, acolhimento e educação, porque combater a violência doméstica também significa prevenir, conscientizar e garantir que cada mulher saiba que pode contar com o poder público”, pontuou o chefe do Executivo.
Mulheres em situação de vulnerabilidade ou vítimas de violência podem acionar o socorro pelos seguintes canais: