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O cenário político de Santo André foi chacoalhado por uma denúncia de suposto vazamento e uso indevido de dados públicos para fins de promoção eleitoral e captação de clientes. O pré-candidato a deputado estadual Dr. Edson da Paiol (Podemos) é suspeito de se beneficiar de informações sigilosas de munícipes que utilizaram o Hospital Veterinário Municipal para promover sua imagem política e oferecer serviços particulares de saúde animal.
A denúncia foi apresentada oficialmente na Tribuna da Câmara Municipal, na última terça-feira (19), pela vereadora Ana Veterinária (PSD). De acordo com os relatos e mensagens de WhatsApp aos quais a reportagem teve acesso, uma equipe vinculada ao pré-candidato entrava em contato com os moradores logo após eles passarem com seus pets pelo equipamento público.
Em um dos prints anexados ao caso, uma assessora identificada como Joyce questiona um munícipe: “Estamos entrando em contato para saber como foi o atendimento do seu pet no Hospital Veterinário? Você se lembra desse atendimento?”. A acusação aponta que, a partir desse contato, além da promoção política, eram oferecidos serviços de clínicas particulares.
Após a repercussão do caso, o Dr. Edson da Paiol quebrou o silêncio e manifestou-se publicamente por meio de suas redes sociais na quinta-feira (21). Ele reagiu às acusações afirmando que a denúncia se trata de “dor de cotovelo” e “perseguição política” motivada pelo crescimento do seu trabalho na causa animal.
Durante o desabafo, Edson da Paiol defendeu suas ações, citando como exemplo o projeto de castração que desenvolve de forma independente na região. Ele também direcionou críticas pesadas a um deputado estadual ligado ao mesmo segmento e prometeu que, a partir de agora, passará a publicar conteúdos expondo a atuação do referido parlamentar.
Sobre a segurança das informações dos usuários do Hospital Veterinário, a Prefeitura de Santo André informou que está acompanhando de perto o desdobramento das denúncias. Contudo, o Executivo ressaltou que, até o presente momento, as investigações preliminares não apontaram provas conclusivas de que tenha ocorrido um vazamento de dados do sistema interno ou acesso indevido às informações por parte de terceiros.