Vereadora de Mogi acusa ex-companheiro de descumprir medida protetiva e pede reforço de restrições à Justiça


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Imagem: Vereadora de Mogi acusa ex-companheiro de descumprir medida protetiva e pede reforço de restrições à Justiça. Publicado no Portal A+ | notícias de Arujá e região.

A vereadora Maria Luiza Fernandes (PL), a Malu Fernandes, ingressou na Justiça, ontem (17), com um pedido para reforçar a medida protetiva concedida contra o ex-companheiro, o empresário Mario Luiz Moreno Junior. A defesa da parlamentar sustenta que ele descumpriu as restrições impostas pela Justiça ao divulgar à imprensa informações relacionadas a um processo que tramita sob segredo de Justiça.

No pedido encaminhado à 3ª Vara Criminal de Mogi das Cruzes, a advogada da vereadora requer a ampliação das medidas cautelares e a previsão de multa e prisão preventiva em caso de novo descumprimento.

Segundo a defesa, a divulgação de informações e imagens relacionadas ao processo teria ocorrido durante o lançamento da pré-candidatura de Malu Fernandes à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Histórico do caso

Conforme a representação apresentada à Justiça, a vereadora e o empresário mantiveram um relacionamento de aproximadamente um ano. Após o término, a parlamentar afirma que passou a sofrer perseguições, ameaças e episódios de violência psicológica.

Ainda de acordo com a denúncia, o ex-companheiro teria feito declarações ameaçando a vida pessoal e o mandato da vereadora, além de intimidar pessoas ligadas ao gabinete parlamentar.

A defesa também cita episódios registrados em 2025, entre eles uma suposta coação a um assessor da Câmara Municipal e ameaças de morte dirigidas à vereadora em local público.

Medida protetiva foi concedida em maio

Em maio de 2026, a Justiça concedeu medida protetiva em favor da parlamentar, com base na Lei Maria da Penha.

Na decisão, a juíza Larissa Boni Valieris, da 3ª Vara Criminal de Mogi das Cruzes, entendeu que as declarações atribuídas ao investigado indicavam risco à integridade física e psicológica da vereadora.

A magistrada destacou que as manifestações “configuram ameaça concreta e idônea”, considerando o histórico apresentado no processo.

A medida determina que o empresário não mantenha contato com a vereadora por qualquer meio, não frequente os mesmos locais e mantenha distância mínima de 200 metros, sob pena de responder por desobediência e outras medidas previstas em lei.

O Ministério Público também requereu a instauração de inquérito policial para apurar os fatos.

Defesa aponta violação da medida

Segundo a defesa de Malu Fernandes, após tomar conhecimento da medida protetiva, o empresário alterou um boletim de ocorrência registrado em 2025, acrescentando informações de que a ex-companheira teria invadido sua residência e danificado objetos.

A defesa da parlamentar afirma que as acusações são falsas e sustenta que imagens de câmeras de monitoramento foram encaminhadas à imprensa de forma “seletiva e distorcida”, com o objetivo de atingir a imagem da vereadora.

No novo pedido apresentado à Justiça, os advogados solicitam que o empresário seja proibido de divulgar, compartilhar ou fornecer informações sobre a parlamentar a veículos de comunicação ou plataformas digitais, além da decretação de prisão preventiva em caso de reincidência.

Vereadora se manifesta

Em nota, Malu Fernandes afirmou que decidiu tornar público o caso após a divulgação das informações.

“Até então, eu não havia falado em público sobre a medida protetiva que consegui contra o meu agressor. A divulgação dessas informações me forçou a expor um assunto da minha vida privada. Espero que a Justiça, mais uma vez, tome as providências cabíveis contra este senhor”, declarou.

O espaço permanece aberto para manifestação de Mario Luiz Moreno Junior ou de sua defesa. Caso haja posicionamento, esta reportagem será atualizada.

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